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Às voltas com impopulares medidas anticrise, o presidente de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, vem enfrentando oposição cada vez maior da população, cuja maioria sempre o apoiara. Ontem, milhares de pessoas tomaram as ruas do centro de Madri e de mais 24 cidades para protestar contra a nova lei do aborto e pedir a renúncia do mandatário.
A aprovação da reforma, no fim do mês passado, despertou a ira de uma parcela da sociedade espanhola de cunho nacionalista e conservador e alimentou um movimento crescente de oposição a Zapatero.
Em um ano, o percentual da população que classifica o governo do socialista como ruim cresceu de 26% para 35%, segundo o Centro de Investigações Sociais (CIS).
Há duas semanas, o presidente enfrentou o primeiro protesto em massa, quando cerca de 10 mil pessoas saíram às ruas contra sua proposta de adiar por dois anos a aposentadoria dos espanhóis. O movimento foi convocado pelos dois principais sindicatos do país, CCOO (Comissões Obreiras) e UGT (União Geral dos Trabalhadores) -antigos aliados dos socialistas, mas que romperam com o presidente na ocasião
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